Quem chega à graduação neste início de ano, vai se deparar, pelo menos nos centros de ensino avançados, com uma disciplina ainda pouco conhecida. A nomenclatura pode variar, mas estamos falando do trabalho interdisciplinare dirigido: Tidir.
O que, a princípio, aparenta ser um bicho-de-sete-cabeças, nada mais é do que uma tomada de posição face a um dilema educativo: propôr soluções para que a humanidade se conheça realmente, possa se expressar plenamente e evoluir.
Unindo teoria e prática, o aluno passa a conhecer sua realidade, o entorno onde vive e parte para desvendar a sociedade, da qual faz parte e deve interagir.
Como tudo não é uno, mas sim multifacetado, a interdisciplinaridade permite atribuir sentidos variados aos fatos, em substituição ao conhecimento unitário.
Paulo Freire sempre destacou a importância de se conhecer o entorno para compreender o todo. Lembro-me de citações dele, relembrando quando levava seus pequenos alunos a visitarem as quadras ao redor da escola, fazendo-os anotar o que viam de bom e ruim, para depois, em classe, discutirem as possibilidades de mudanças.
Das ruas ao redor da escola partiam para os bairros onde residiam, a cidade, o país.
É o estudante agindo ativamente, voltando um olhar científico sobre fatos concretos e, em equipe, experimentando, problematizando, agindo e interagindo.
Trabalho Interdisciplinar Dirigido: o verdadeiro sentido da aprendizagem transformadora.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
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