quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Regimento e calendário da Confecom são aprovados

O Ministério das Comunicações (Minicom) publicará no Diário Oficial da União de quinta-feira (3/9) o Regimento Interno da 1ª Conferência Nacional de Comunicação.

No mesmo dia, encaminhará aos governadores orientações para convocação do processo nos Estados e Distrito Federal.

O Regimento e novo calendário do processo foram aprovados em reunião da Comissão Organizadora Nacional realizada nesta terça-feira, 1º/9).

Fonte: Fenaj

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Jornal como instrumento de aprendizagem

Vivemos sob o estigma de que não existe tradição de leitura no País, dada as condições do seu desenvolvimento histórico e cultural. A leitura, enquanto atividade de atualização e lazer, sempre se restringiu a uma minoria de indivíduos e as dificuldades econômicas levantaram barreiras para o acesso à leitura.

A importância do jornal impresso na produção de conhecimentos é destacada por vários e importantes educadores, e é sabido que é importante a possibilidade de levar às pessoas fatos atuais através das reportagens, uma espécie de forma especial para reunir o que é preciso narrar na vida diária, a única que realmente existe, com suas minúcias, suas importâncias e “desimportâncias”, como diria o poeta Manuel de Barros.

A reportagem concretiza, entre nós, uma forma de conhecimento da atividade social, permite compartilhar com os leitores o destino de um pedaço específico da humanidade.
Atribui-se ainda à análise crítica da informação jornalística, a possibilidade de articulação entre os aspectos socioculturais e comportamentais das relações do homem com a realidade dos indivíduos, enfim, com o seu meio.

E, nesse aspecto, destaco os jornais de bairro como importantes ferramentas para levar o morador a conhecer mais sua região, a ter uma fonte que se permita ser seu interlocutor junto às autoridades e órgãos públicos, que lhe possibilite externar ideias, sugestões, enfim... ser cidadão do seu bairro.

A leitura crítica dos veículos de comunicação como instrumento de acesso à cultura e de aquisição de experiências principia na escola, onde as novas gerações devem ser iniciadas sistematicamente no mundo dos media.

Sabemos que as condições financeiras de muitos estudantes, em especial dos alunos dos cursos noturnos, também interferem da prática da leitura. Muitos não têm dinheiro para comer, que fará para comprar jornal.

Mas há empresas jornalísticas que mantêm programas de incentivo à leitura de jornais e revistas em sala de aula, e jornais cujo encalhe pode ser cedido a escolas. Tudo é questão de querer, de conversar, de correr atrás.

Há muitos fatores de relevância para a prática pedagógica com jornais: os jornais impressos apresentam os fatos em uma dinâmica diferenciada dos livros didáticos devido às suas características próprias (atualidade e proximidade dos fatos/leitor, fotografias, charges e tiras de histórias em quadrinhos), permitindo uma estrutura curricular flexível e facilitadora da motivação.

A própria verificação do aprendizado ocorre de várias formas e possibilita a manutenção da motivação do aluno, através da realização de jornal-laboratório; jornal-teatro; discussões e outros processos diferenciados e dinâmicos.

A informação dos jornais não faz parte de uma programação predeterminada e não segue um método pedagógico específico, mas, como os textos jornalísticos, apesar do caráter intencional, de faltar-lhes a sistematicidade programática e curricular típica da educação formal, dizem respeito ao homem e à sociedade.

Aí sim, falamos de Educação. Educação que não faz com que o indivíduo transforme a sociedade, mas que vai dar-lhe suporte para minimizar os processos sociais negativos, fazendo-o perceber que se agir na sociedade, vai conseguir mudar alguma coisa.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Oasis na Alemoa

Meu objetivo, hoje, é divulgar um programa incrível, intitulado Projeto Oasis, do qual estarei participando com mais 200 pessoas, uma delas meu filho Caio, estudante de Oceanografia. Nós dois adoramos trabalhos voluntários e não poderíamos estar fora desse, organizado pela Unimonte/Ânima, e que acontecerá nos próximos dias 13 e 14 de setembro, no bairro Alemoa, em Santos.

Eu estive na reunião do dia 26 à noite, quando foram definidas as obras a serem realizadas no local. A enorme turma, formada por estudantes da Unimonte e de outras instituições de ensino da região, por integrantes de Ongs, clubes de servir, etc, etc - um montão de gente bonita por dentro e por fora -, decidiu desenvolver sete obras. Vai ser uma pauleira! Mas, pela animação de todos, vamos fazer um trabalho inesquecível.

Segundo o site oasisanima.com.br, o Projeto Oasis é um evento de dois dias, que convida uma comunidade a projetar e construir, de forma cooperativa, um projeto desafiador escolhido pelos moradores para satisfazer suas necessidades, como uma praça, um parque, uma creche ou um centro cultural.

O conceito Oasis, criado pelo Instituto Elos Brasil, é baseado nos livros de história: um oásis oferece esperança, refúgio e estabilidade para viajantes cansados no deserto.

São objetivos do Oasis:
- Promover o desenvolvimento da comunidade local integrado ao desenvolvimento cooperativo de todo um sistema de parceiros que inclui comunidade local e demais parceiros, como Ongs, instituições de classe, poder público, universidades, empresários, profissionais liberais, indivíduos, dentre outros;

- Resgatar a percepção do belo, promover o olhar apreciativo e ampliar a capacidade de cada um propor soluções criativas para as questões críticas do bairro;

- Promover o conceito de brincar de transformar o mundo… juntos. Trazer para o cotidiano dos participantes que é possível transformar o mundo sem sofrimento, sem comprometer a sua liberdade ou autonomia e ainda fazer tudo com muito prazer;

- Promover a prática de valores humanos como: respeito, compaixão, cooperação, aceitação de diferenças etc.;

- Ampliar o nível de informação sobre estratégias de sustentabilidade ambiental, social econômica;

- Executar a restauração ou construção de um sonho comunitário.
Metodologia

A metodologia terá como base o processo de construção coletiva, não como um processo monótono, mas sim de uma forma alegre, em estilo de brincadeira. No primeiro momento será imprescindível a criação de uma aliança enquanto grupo. É necessário que todos fiquem atentos a todos os problemas da comunidade, que reflitam sobre o que pode fazer para atender melhor o bairro, elaborando uma melhor proposta e, por fim, efetuar a ação.



Durante esse processo, o grupo passará pelas seguintes etapas:

1 – Percepção:
- Sair a campo e descobrir as belezas, histórias, recursos, técnicas, locais e sonhos da comunidade escolhida para a realização do OASIS;

- Perceber-se uns aos outros, criar uma identidade comum enquanto grupo.

2 – Preparação:
- World Café (ferramenta de conversação utilizada para a construção coletiva de conhecimento e de decisão).

3 – Informação:
- Um mergulho na realidade do bairro, seus problemas, potencialidades, recursos etc..

4 – Reflexão:
- Como queremos viver aqui? O que podemos fazer para melhorar nossa realidade? Que estratégias podem funcionar?

5 – Ação:
Com a mobilização de recursos físicos, institucionais e financeiros, será realizada uma atividade com o caráter de ação direta para a realização de um sonho comunitário. Com isso, pretende-se sensibilizar os moradores para as questões de maior relevância para o convívio harmônico nesta área ambientalmente sensível. Para tanto, ocorrerão vivências, manifestações artísticas e uma grande celebração.
É isso aí, gente. No ser humano está a força infinita!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Câmara de Maceió aprova lei que exige diploma para cargos em jornalismo

Um exemplo a ser seguido pelas Câmaras Municipais e órgãos públicos, em defesa da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.

Contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a exigência do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão, a Câmara Municipal de Maceió, em Alagoas, aprovou, nesta terça-feira (25/08), a obrigatoriedade do ensino superior para profissionais contratados pelos poderes Executivo e Legislativo da cidade.
"Estamos corrigindo, pelo menos em parte, o desserviço social provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a exigência de diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista. A formação superior elevou, e muito, a qualidade do direito constitucional que todos temos a uma informação de qualidade", afirma a autora da lei, vereadora Tereza Neuma (PSB).
De acordo com a lei, profissionais contratados para cargos de comissão, assessorias ou prestação temporária de serviço na em jornalismo terão que ser graduados na área. O mesmo procedimento também será observado para os cargos em publicidade e relações públicas.
"A lei aprovada é perfeitamente constitucional, pois os cargos em comissão são de livre nomeação. E, por isso, a Câmara pode estabelecer a exigência de formação superior para que jornalistas, publicitários e relações públicas ocupem esses cargos na administração pública de Maceió. Agora só falta a sanção do Prefeito", defende a vereadora.


(Fonte: Comunique-se, com informações do site Alagoas 24 Horas, 25/8)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Obrigatoriedade do diploma de jornalista para a profissão será debatida em audiência pública

Fonte: Redação Portal IMPRENSA

Por iniciativa da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), será debatida na próxima quinta-feira (27), em audiência pública, a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.

Os requerimentos para a audiência pública foram assinados por vários deputados das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Educação e Cultura da Câmara.

A audiência, marcada para as 9h30, também avaliará as consequências da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a necessidade do diploma de Jornalismo para o exercício profissional na área, informou a Agência Câmara.

Foram convidados para o debate o ministro do STF Marco Aurélio de Mello; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto; o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade; o presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof; a presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito; o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), Gilberto Selber; o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slaviero.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Maurício Rands será relator da PEC do diploma na Câmara

Diploma

Fonte: Portal do Autor, com informações do Sindijor Ceará


O deputado federal Maurício Rands (PT-PE) será o relator da Proposta de Emenda à Constituição, PEC, nº 386/09, conhecida como a PEC dos jornalistas, ou PEC do diploma.

A proposta, de autoria do deputado Ruy Pimenta (PT-RS) será analisada na Comissão de Constituição e Justiça, juntamente com outras duas propostas sobre o tema. Se aprovada, será criada uma comissão para agilizar o trâmite até a sua votação no plenário.

Já o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da PEC do diploma que tramita no senado, participa na próxima segunda-feira (24-08) de uma audiência pública para discutir o tema.

A audiência será realizada no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. Participarão também o relator da matéria, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Valci Zucoloto, diretora do departamento de Educação da Fenaj.

Convocatória

O Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Interesse Público da ECA-USP, que tem no professor José Coelho Sobrinho o seu idealizador, convida os interessados na luta pelo restabelecimento da necessidade do diploma superior em jornalismo para o exercício da profissão a se reunirem para definir um agenda de atividades em São Paulo.



A reunião será dia 27 próximo (quinta-feira),a partir das 20 horas, no auditório Freitas Nobre, da ECA, na Universidade de São Paulo, campus Butantã.